Livre Power, Lda.

Novembro 03 2010

A velocidade média do vento no local é um factor decisivo quando tencionamos instalar um aerogerador. Se o local for abrigado dos ventos, se tiver turbulências causadas por edifícios ou árvores altas, ou ficar em regiões que habitualmente têm ventos fracos, então poderá não valer a pena o investimento.

Para se poder avaliar as potencialidades eólicas de um local, é conveniente efectuar medições da velocidade (em m/s ou Km/h) e da direcção do vento. Para se medir a velocidade utilizam-se os anemómetros, para a direcção usam-se os cata-ventos. O ideal é fazer essas medições durante um longo período de tempo, porque os ventos variam durante o ano. Se já conhecemos bem o local e soubermos que tem, habitualmente, ventos de boa velocidade e bem direccionados, este trabalho pode até ser dispensado.

As estações meteorológicas recolhem a informação da velocidade do vento à altura de 10 metros do solo, em áreas sem obstáculos. Se pretendemos realizar uma recolha de informações com vista à instalação de um aerogerador, devemos colocar os instrumentos (anemómetro e cata-vento) à altura em que ficará o centro do rotor.

Convém ter presente que a velocidade e direcção do vento melhoram quanto maior for a altura. Este facto ganha ainda maior importância em áreas com elevada rugosidade, cujo solo tenha obstáculos pronunciados, como edifícios e árvores altas, porque aí o escoamento das correntes de ar é travado, diminuindo a velocidade do vento e criando turbilhões que alteram a direcção do vento. Vejamos alguns exemplos de rugosidade crescente: zonas de águas calmas, erva baixa, terrenos lavrados, erva alta, arvores e algumas pequenas casas dispersas, floresta, cidade, centros de grandes cidades.

A orografia, configuração do terreno, influencia consideravelmente o escoamento do vento. A forma do terreno envolvente, se é plano, se tem montes suaves ou escarpados, etc. afecta as correntes de ar no local.

Se, por exemplo, tivermos que escolher o local de instalação numa zona montanhosa, teremos de ter em conta a direcção dos ventos dominantes e a exposição solar (porque a variação da temperatura induz mudanças na direcção e velocidade do vento). Nestes casos, quase sempre a melhor opção é a do cume da montanha, porque nessa zona as linhas de corrente atmosférica concentram-se e aceleram. Geralmente, quanto mais suave e arredondado for o declive da montanha maior é o efeito de aceleração do vento sobre o seu cume.

Para poderem confirmar as capacidades eólicas do local é conveniente verem mapas feitos por organismos meteorológicos nacionais. Deixo, como exemplos, o mapa do potencial eólico no Brasil, produzido com base em pesquisas da Agência Nacional de Energia Elétrica-Aneel, e o mapa de distribuição espacial da velocidade do vento em Portugal continental, obtido da tese de mestrado de Teresa Maria Veloso Nunes Simões Esteves, da Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa.

 

 

 

Arménio Carreira às 17:24

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